
A colheita da cevada terminou no Paraná com um crescimento de 8% em relação ao último ciclo. A produção foi de 286 mil toneladas, 50 mil a mais do que a safra anterior.
Mesmo com o aumento nesta safra, a previsão do Departamento de Economia Rural do Estado (Deral), era que houvesse uma colheita maior.
“Nós tínhamos uma expectativa de colher trezentos e quarenta mil toneladas. A gente teve um problema bastante sério de seca no Norte do Paraná, que afetou alguns municípios, incluindo a região dos Campos Gerais”, explica Carlos Hugo Godinho, agrônomo do Deral.
Apesar das condições climáticas adversas, a produção manteve o Paraná como líder no cultivo de cevada. O estado, que tem uma área plantada reduzida, responde por mais de 70% da produção devido a qualidade.
A família Kussler, que dispõe do prêmio de maior produtor de cevada da região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, segue investindo no cereal. Eles terminaram a safra de 2024 com 4 toneladas por hectare.
“É uma cultura que se adaptou bastante a região” conta Betiane Kussler, produtora rural.
A área plantada de cereal na região de Ponta Grossa superou a de Guarapuava. Nos Campos Gerais, houve um aumento no cultivo, enquanto o centro-sul do estado enfrentou uma perda de mais de 10 mil hectares.
Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), a área da regional de Guarapuava diminuiu de 40 mil hectares para 29 mil. Em contrapartida, Ponta Grossa cresceu de cerca de 32 mil hectares para quase 35 mil.
A abertura de uma maltaria em Ponta Grossa é a principal explicação para essa mudança. O Paraná detém hoje 40% da produção de malte do Brasil.
Por G1PR
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